
Autoridades da China lutam há dois dias para controlar um vazamento de 1.500 toneladas de petróleo no mar, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (19) pela imprensa oficial.
A mancha de óleo tem entre 50 e 100 quilômetros quadrados e foi causada por um incêndio e pelo derramamento em dois oleodutos da estatal China National Petroleum Corp. (CNPC), instalados nas proximidades do litoral de Dalian, no noroeste do país.
O vazamento atinge os mares de Bohai e Amarelo, que separam a China da península coreana. Mais de 20 navios que trabalham na limpeza retiraram cerca de 50 toneladas do mar.
As equipes instalaram 7 km de redes, com aparatos flutuantes, para impedir a propagação da mancha. Os especialistas, no entanto, temem que ela se estenda.
O Departamento de Proteção Ambiental de Dalian mobilizou cerca de 30 coletores de amostras de água do mar para verificar se a mancha se expande em direção às zonas turísticas.
O acidente ocorreu logo após a saída de um petroleiro da Libéria que havia descarregado 300 mil toneladas de petróleo pelos dutos.
Suspeita de operação "inadequada"
As autoridades chinesas mantêm o navio ancorado para investigações, mas descartam a possibilidade de que ele seja a causa direta do vazamento. Alguns veículos de comunicação chineses, no entanto, levantam a hipótese de que uma operação "inadequada" de retirada do petróleo do navio tenha causado o desastre.
A CNPC prometeu "fazer todo o possível" para reduzir o impacto da tragédia. Representantes da estatal asseguraram que as válvulas dos oleodutos foram fechadas e que já não há mais vazamento.
Dalian tem segundo maior porto da China e é considerada uma importante cidade litorânea do nordeste do país, com mais de 6 milhões de habitantes.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/19/china-fecha-porto-devido-vazamento-de-petroleo-917178740.asp
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