ESTE BLOG NASCEU DE UMA IDÉIA MUITO INTERESSANTE QUE LI NO SITE BJCV, O QUAL TEM UMA SEÇÃO SOBRE EVANGELIZAÇÃO, CREIO TAMBÉM TER ATENDIDO A UM CHAMADO DO ESPÍRITO SANTO, PARA TENTAR MOSTRAR AOS IRMÃOS ESPALHADOS PELO BRASIL O QUANTO O NOSSO SENHOR É MISERICORDIOSO COM OS SEUS FILHOS, NÃO QUERENDO QUE NENHUM DOS SEUS SE PERCA.
Mãe é acusada de empurrar 2 filhos do 15º andar porque 'se cansou deles'
Russa Galina Ryabkova chamou crianças para brincar com aviões de papel. Vizinhos já encontraram as crianças de 4 e 7 anos mortas.
Do G1, em São Paulo
356 comentários
Uma mãe foi presa neste domingo (24) na Rússia, acusada de ter matado
seus dois filhos, de quatro e sete anos, ao empurrá-los do 15º andar do
prédio onde moravam porque estava "cansada deles", segundo o "Russia
Times".
Galina Ryabkova foi filmada pela câmera de segurança do prédio descendo
ao térreo logo após seus filhos caírem em uma área externa do edifício.
Ela encontrou outros moradores, que a impediram de sair do local, e
confirmou a autoria do crime a eles, segundo a polícia, que a deteve
logo depois.
De acordo com a investigação, ela contou que matou os filhos porque
estava "cansada" deles e que então decidiu "livrar-se deles".
A família mora no 8º andar, e a mãe convenceu os filhos a ir ao 15º
chamando-os para brincar com aviões de papel. Conforme a publicação,
Galina havia tentado matar as crianças no mesmo dia tentado
eletrocutá-los na banheira.
O marido de Galina estava em uma viagem de negócios e não falou com a
mulher após saber do episódio, ainda de acordo com o portal.
A russa Galina Ryabkova, 30, suspeita de ter matados os dois filhos neste domingo (24) (Foto: Reprodução)
COMENTÁRIO:
Acho que não precisa nem comentar, pois daqui para diante as coisas só vão piorar.
SÓ MESMO PELA GRAÇA DE DEUS QUE UM CARA DESTES NÃO CAI MORTO!!!!
Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos
dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem;Qualquer,
porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas
será réu do eterno juízoMarcos 3.28 e 29
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer;porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.Gálatas 6:7
Sabendo primeiro isto, quenos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,2ª Pedro 3.3
Porém a Bíblia nos diz que o fim deles será conforme as suas obras.
No
seu discurso de ontem perante a audiência de evangélicos reunidos na
"Faith and Freedom Coalition", o candidato presidencial republicano Mitt
Romney prometeu aos presentes que em relação a Israel fará "o oposto"
daquilo que o presidente Obama tem andado a fazer.
E
não poupando críticas à governação norte-americana no que concerne a
Israel, Romney disse acreditar que o actual presidente está mais
preocupado com a possibilidade de Israel atacar o Irão do que com a
possibilidade de o Irão obter uma arma nuclear.
"Quase parece que ele anda mais assustado em que Israel tome uma acção militar do que preocupado que o Irão se torne nuclear." - continuou o candidato republicano.
Desde que foi nomeado para concorrer às eleições presidenciais
norte-americanas, este foi o primeiro discurso em que Romney
publicamente declarou o seu apoio total a Israel.
"É
inaceitável que o Irão se torne uma nação nuclear e que não estejamos
prontos para tomar qualquer e toda acção necessária para impedir que tal
aconteça." - prosseguiu Romney.
Questionado sobre a atitude de Obama em relação a Israel, o candidato republicano afirmou: "Bem,
eu acho que na generalidade podemos olhar para as coisas que o
presidente tem feito e fazer o oposto. Lembremo-nos que no seu primeiro
discurso às Nações Unidas ele castigou Israel por causa da construção
dos aldeamentos."
Romney descreveu as fronteiras de 1967 como "indefensáveis" e notou que Obama tem "desrespeitado o primeiro-ministro Netanyahu."
Romney salientou que se for eleito, a sua administração construirá uma "forte relação funcional com a liderança de Israel."
"Não
vou querer qualquer tipo de distanciamento entre nós e os nossos
aliados, como é Israel. Se temos desacordos, podemos falar acerca deles
dentro de casa. Mas para o mundo mostraremos que estamos de mãos dadas."
Romney criticou também a Casa Branca pela sua forma de lidar com a situação na Síria:
"Em
vez de olhar para aquilo que acontece na Síria a partir de uma
distância descomprometida, eu envolver-me-ia ao encorajar os nossos
amigos, como é o caso dos turcos e dos sauditas, a fornecerem armas aos
opositores sírios." Shalom, Israel!
COMENTÁRIO:
Será que Mitt Romney é o principe que fará uma aliança por uma semana com Israel? vamos aguardar para ver.
E ele firmará aliança com muitos por uma semana;e na metade da semana
fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá
o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será
derramado sobre o assolador.Daniel 9:27.
Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda;Mateus 24:1
Recentemente, o tele-pastor Silas
Malafaia veio a público desafiar os “blogueiros, críticos de meia-tigela
e sites de bandidos travestidos de evangélicos… quem planta notícia em
internet, invejosos, caluniadores…” [1], a mostrar biblicamente onde é
que se encontram as falhas teológicas de sua pregação sobre a teologia
da prosperidade, que “ele prega e crê” [2].
Talvez o título dessa postagem fosse
mais conveniente com a frase: Ensinando Silas Malafaia a deixar a colher
e comer de garfo! Seria uma resposta a própria afirmação dele de que,
quem o critica “come de colher e quer ensiná-lo a comer de garfo”.
Porém, não posso deixar de lado o que a Bíblia diz em 1 Pedro 3.14-17:
“Ora, quem é que vos há de maltratar, se
fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa
da justiça, bem aventurados sois, Não vos amedronteis, portanto, com as
suas ameaças, nem fiqueis alarmados, Antes, santificai a Cristo, como
Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a
todo aquele que vos pede razão da esperança que há em vós, fazendo-o,
todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de
modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados
os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da
vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que
praticando o mal.” (negrito meu)
É de conhecimento de todos que, há
alguns anos o tele-pastor desvirtuou-se de sua posição clássica
contrária aos modismos e heresias, inclusive que ele mesmo criticava e
condenava [3], para aderir à perniciosa teologia da prosperidade. Com
isso, o mesmo vem promovendo uma série de distorções bíblicas e heresias
gravíssimas, além de abrir a porta para pregadores heréticos da tal
teologia mercantilista vindos de outros países. Basta pesquisar aqui no
blog para constatar que existem inúmeros artigos de refutação e
denúncias das práticas anti-bíblicas de Silas. Inclusive, destaco um
ótimo resumo crítico que foi publicado recentemente no Púlpito Cristão,
no qual você pode ver aqui!
Embora Silas Malafaia tenha feito o
desafio com um tom ofensivo de deboche e covardia, eu farei a refutação
de sua palavra supra-citada não pelo desafio em si, mas pelo dever em
defender o evangelho, aja visto ter detectado em sua pregação várias
distorções bíblicas e conclusões errôneas feitas pelo tele-pastor,
referentes ao que ele defende. Portanto, para ser mais direto e
categórico, vou me conter em refutar somente a pregação do Silas
Malafaia neste programa específico, onde ele desafia os blogueiros (dos
quais incluo-me).
A primeira parte de sua pregação – com
base na teologia da prosperidade – denominada “uma vida de
prosperidade”, foi ao ar no último sábado, dia 2 de maio de 2012.Veja
abaixo:
Em sua pregação, para começar ele cita
três pontos que serão abordados: o que é a oferta, características de um
ofertante e o resultado na vida do ofertante. Silas utiliza 2Co 9.1-15
de uma maneira desconexa e fragmentada, utilizando somente de alguns
versículos desta passagem para fazer a sua defesa da teologia da
prosperidade, algo normal de uma pessoa que prega tal conceito, pois não
há o costume de utilizar uma pregação expositiva equilibrada. Ele ainda
afirma que esta passagem é o “melhor compêndio no Novo Testamento sobre
o assunto”.
Porém, ao sair do círculo fechado e
fragmentado que Silas arma em torno de 2Co 9.1-15, afirmando a
prosperidade financeira como recompensa para todos os crentes que
ofertam, não tem como ignorar todo o contexto bíblico que trata de
dinheiro, principalmente as passagens que afirmam o contrário do que
Silas defende. Como harmonizar, por exemplo, a sementeira e a colheita
de 2Co 9 com esta outra passagem que diz “Tendo sustento e com que nos
vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em
tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e
perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o
amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se
desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (I Tm
6.8-10, ARA) ?
O que dizer então das palavras do
Mestre: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a
traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai
para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde
ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí
estará também o teu coração. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus
olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus
olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a
luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Ninguém pode
servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao
outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a
Deus e às riquezas.” (Mt 6.19-24, ARA ) ?
Enquanto uma passagem supostamente
afirma (segundo Silas) que podemos ofertar com a promessa de
prosperidade financeira plena, outras afirmam exatamente o contrário,
que não devemos enfatizar a prosperidade financeira! Tem alguma coisa
errada aí! Será que Silas Malafaia está pregando algo correto à luz do
contexto bíblico? Será que Deus ficaria preso na condição de obrigação
em recompensar financeiramente quem oferta?
2Co 9.1-15 pode ser o “melhor compêndio”
sobre o assunto conforme ele afirma, porém não é o único,
principalmente no Novo Testamento! Não se pode interpretar uma passagem
isolada de outras que tratam do mesmo assunto (regra básica de
hermenêutica).
Quando desfragmentamos os versículos
isolados que Silas utiliza e analisamos a luz do contexto imediato desta
passagem, veremos facilmente que o foco de Paulo não é a prosperidade
financeira para os crentes em resposta ao ato de ofertar, mas sim a
necessidade de ajudar financeiramente – com alegria e deliberadamente –
os irmãos mais pobres. Paulo usa como exemplo aos Coríntios (uma igreja
com membros financeiramente estáveis) de como os irmãos macedônios foram
generosos nas ofertas enviadas à igreja de Jerusalém. Mesmo com sérias
limitações financeiras (profunda pobreza, 2Co 8.2) eles tiveram alegria
em ajudar os irmãos pobres. Este exemplo deve ser aplicado a nós nos
dias de hoje com total significância. Porém, não com o objetivo de
barganhar com Deus, esperando algo em troca.
Uma pergunta que devemos fazer: será que
as ofertas e desafios financeiros que, tanto Silas Malafaia, quanto os
demais tele-pastores fazem em seus programas são destinados aos pobres
da Igreja? Não, pois eles categoricamente afirmam qual é o destino do
dinheiro doado em suas coletas: sustentar os programas de TV (valores
milionários), viagens nacionais e internacionais, mega-cruzadas
caríssimas, jatinho particular etc. Posso estar errado, mas eu nunca vi
Silas fazendo um desafio financeiro para ajudar os pobres da Igreja.
Continuando a análise ao vídeo, Silas
comete outro erro grave: ao citar 2Co 9.4, ele afirma que “a oferta tem
sólida base no mundo espiritual”. Para chegar a esta conclusão, ele
utiliza a tradução bíblica Almeida Corrigida Fiel onde diz na parte
final “…firme fundamento de glória”[4]. Porém, ao analisar melhor outras
traduções da bíblia (inclusive o grego original), bem como o contexto
direto (vs 1 a 5), veremos exatamente o que Paulo afirma: “Não tenho
necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistência aos santos.
Reconheço a sua disposição em ajudar e já mostrei aos macedônios o
orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que, desde o ano passado, vocês
da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a
muitos. Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos
de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam
preparados, como eu disse que estariam, a fim de que, se alguns
macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não
mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.”(NVI, grifo meu)
Portanto, concluímos facilmente duas
coisas: primeiro, que não se deve fazer uma exegese profunda em um texto
bíblico considerando somente uma tradução da bíblia; segundo, que a
passagem em si não há, absolutamente, nada de super sobrenatural como
Silas afirma, mas a passagem narra a demonstração de confiança e orgulho
que Paulo tinha pelos crentes de Corinto, na certeza dos mesmos
ajudarem através das ofertas os irmãos pobres da Judéia, conforme
fizeram os irmãos da Macedônia.
Mais um erro teológico de Silas: Ele
cita, estranhamente de forma fragmentada parte de 2Co 9.5, onde diz “…e
preparassem de antemão a vossa bênção” [negrito meu],
afirmando que a palavra “benção” nesta passagem significa “um meio de
receber favor Divino e meio de felicidade”. Ou seja, segundo Silas, em
resposta a oferta haverá uma ação direta de Deus em abençoar os
ofertantes! Isto é uma distorção forçada do texto, pois no contexto
direto a palavra benção está direcionada a uma ação direta dos
ofertantes aos que receberiam as ofertas! Embora reconheça que Deus
pode, segundo a vontade Dele, abençoar a vida financeira de quem ajuda,
não é o que este versículo em si afirma. Os “abençoados” são os que
recebem as ofertas e não os que ofertam!
Veja a mesma passagem em outra tradução: “…concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa,
e não como algo dado com avareza.” (NVI, negrito meu) No original
grego, a palavra utilizada é eulogia (benção), empregada neste contexto
como “generosidade” [5]. Lembrando que o significado da palavra “benção”
é variável, no caso desta passagem se enquadra na definição de
“expressão ou gesto com que se abençoa. Benefício, favor especial.” [6]
Continuando, Silas cita 2Co 9.10 “Ora,
aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também
multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa
justiça”, afirmando que Deus nos dá a semente para ofertar. Está
correto! Afinal, Deus é o provedor de tudo, o homem não dá do que é
propriamente seu, e sim daquilo que Deus lhe tem dado (veja At 17.25).
Mas, para quê serve esta semente que Deus nos dá? Para sustentar
ministérios milionários de tele-pastores que cada vez mais ficam ricos
para esbanjar “prosperidade”, em troca de uma suposta benção financeira
sobrenatural? Não!
A semente que provém de Deus é para
ajudar os pobres da igreja para que todos sejam abençoados e Deus seja
glorificado! Veja o contexto direto no versículo 9: “Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres,
a sua justiça permanece para sempre” (ACF, negrito meu), uma citação
que Paulo faz de Salmos 112.9 para mostrar que a generosidade à quem
precisa é característica de todo Cristão. Deus abençoa a nossa vida para
“aumentar os frutos da nossa justiça”(vs9), para “toda a
generosidade”(vs11) e para “suprir as necessidades dos santos” (vs10).
Ou seja, Deus pode, segundo a vontade Dele, prover em nossas vidas
quando ajudamos os pobres da Igreja, principalmente para aumentar a
possibilidade desta ajuda continuar cada vez mais: “Nisto conhecemos o
amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos
irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão
padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer
nele o amor de Deus?” (1Jo 3.16-17, ARA)
Mais um erro de Silas: Ele cita parte do
VS 12 “…porque a administração deste serviço”, para afirmar que a
oferta é um serviço para Deus. Logo em seguida, ele cita 1Co 15.58 que
diz “que o nosso trabalho não é em vão” para afirmar que, se é um
trabalho, Deus vai recompensar. Ainda cita Jr 21.14 que diz “o Senhor
recompensará a cada um segundo o fruto das tuas ações”. E termina
afirmando que: “se a oferta é um serviço para Deus, Ele vai nos
recompensar da mesma forma que alguém trabalha e tem que receber
salário.”
Errado Pr. Silas! O contexto de 1Co
15.58 em nenhum momento é formalizado um contrato de trabalho entre nós e
Deus com promessa de honorários financeiros, muito pelo contrário, fala
da esperança que os Coríntios deveriam ter no dia da ressurreição para
continuarem perseverando na fé, mesmo sob ensinos falsos e várias
tentações, sabendo que os esforços para o serviço à Deus nunca será em
vão (veja Is 65:17-25).
Segue o contexto direto da passagem em
questão: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o
reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo
um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num
momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A
trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos
transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista
da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.
E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o
que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra
que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a
tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o
pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a
vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus
amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do
Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” [1Co 15.50-58, ACF, negrito meu].
E sobre Jeremias 21.14, veja o que diz:
“Eu vos castigarei segundo o fruto das vossas ações, diz o SENHOR; e
acenderei o fogo no seu bosque, que consumirá a tudo o que está em redor
dela.” O texto fala de castigo e não de recompensa financeira! Que
distorção bíblica grosseira Pastor Silas!
Dando continuidade na análise do vídeo,
Silas agora discorre para os resultados na vida de um ofertante. Logo de
cara ele afirma que “Deus trabalha com a lei da recompensa”. Para tal
afirmativa, ainda divide esta lei em “5 leis que funcionam na vida de um
ofertante”. Chamo a atenção para algo gravíssimo: colocar a condição de
lei para Deus é neutralizar a onisciência Dele! É afirmar que Deus
trabalha somente em troca do nosso dinheiro! Afinal, se temos que
cumprir esta lei, Deus também tem o dever de cumpri-la. Estaria Deus
amarrado em uma condição humana?
Para a 1ª lei, Silas utiliza 2Co 9.6
afirmando a “lei da semeadura”: “E digo isto: o que semeia pouco, pouco
também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também
ceifará.” Esta passagem está em conexão com todo o contexto direto, no
qual já tratamos nesse artigo (veja explicação acima sobre os versos 9 e
10).
Se esta suposta lei da semeadura
financeira funcionasse como Silas afirma, porque existem cristãos pobres
que precisam de ajuda da própria Igreja? Falta de fé para ofertar o que
não tem? Porque então Paulo organizou esta coleta de ofertas aos Pobres
da Judeia, ao invés de fazer um desafio financeiro para eles serem
abençoados com a lei da semeadura? Inclusive o próprio Paulo passou por
muitas necessidades ( Fp 4.10-20, 2Co 11.27). Porque Jesus se fez pobre
durante seu ministério na terra (2 Co 8.9) não tendo sequer aonde
reclinar a cabeça (Mt 8.20)? Porque Jesus também disse que dificilmente
entraria um rico no reino dos Céus (Mt 19.23-24), e ainda disse para não
juntar tesouros na terra, mas no Céu (Mt 6.19-24)? Estaria Paulo
pregando uma teologia contrária à Bíblia e entrando em contradição
consigo próprio? Claro que não! A teologia contrária a Bíblia é a que
Silas Malafaia tenta defender sem êxito.
Paulo cita esta metáfora baseada na vida
agrícola para mostrar que, aquilo que é doado nunca se perde, é
semeado. Embora Deus, às vezes, proveja uma colheita generosa no terreno
físico, principalmente para aumentar as possibilidades de ajuda aos
pobres da Igreja, esse não é o padrão e nem é a promessa do Novo
Testamento, muito pelo contrário, veja: 2 Co 8:9, 11:27, Lc 6:20-21,
24:25, Tg 2:5.
Tentando justificar a demora na
“colheita” de muitos, Silas ainda faz uma analogia entre o tempo de
cumprimento da “lei da semeadura” com as sementes de frutas naturais.
Dentre várias frutas, ele cita tamarindo, uma fruta que demora até 60
anos para começar a dar frutos. Com isso, ele justifica que pode demorar
muito para alguém receber o pagamento da tal “lei da semeadura”. Ou
seja, o que você ofertar, talvez nem receba de Deus nesta vida. Na
verdade, trata-se da famosa “desculpa espiritual” dos adeptos da
teologia da prosperidade para os que não receberam a sua colheita, mesmo
depois de ofertar. Engraçado que na hora dos desafios televisivos é
exaustivamente enfatizado que Deus vai nos abençoar, que vamos colher
cem vezes mais, que vamos ter uma vida próspera, que vamos pagar nossas
contas e ter prosperidade em abundância etc.
Na 2ª lei, Silas cita 2 Co9.7 onde diz
“…porque Deus ama a quem dá com alegria”, o que seria a “lei do amor de
Deus sobre o ofertante”. Logo após, solta uma pérola histórica: “você
não vê Deus usando essa palavra de amor pra salvação” E ainda pede para
avisá-lo se alguém souber de outra passagem bíblica que utiliza esta
expressão de amor de Deus, pois ele não sabe de tudo da Bíblia.
Sinceramente, alguém que faz tal
afirmação deixa-me mais desconfiado ainda do quanto a pessoa é
desprovida de conhecimento Bíblico, veja: Jo 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (negrito meu) Leia também 1Jo 4.9 e Rm 5.8.
A 3ª lei, segundo Silas, consta no
versículo 8, onde diz: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim
de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda
boa obra,”(ARA) o que seria a “lei total do favor de Deus, a graça”.
Silas afirma – corretamente – que a graça é o favor imerecido,
benevolente e amoroso de Deus para o homem. Mas comete um erro
gravíssimo afirmando que “a oferta chama a graça de Deus para nós”. Ora,
se a graça é um favor imerecido, como pode ser merecido ao mesmo tempo?
Para piorar, segundo este pensamento
Silas afirma que através da oferta nós podemos obter soluções de
problemas emocionais, curas e soluções de problemas financeiros. Enfim,
erros gravíssimos e infantis que nem um aluno novo de Escola Bíblica
dominical confunde.
O versículo em questão não dá margem
para esta interpretação incorreta. No verso 8 diz que Deus pode nos
abençoar para sermos um instrumento de sua graça, fazendo que tenhamos o
suficiente para continuar ajudando os pobres. Quando os santos carentes
recebem uma generosa doação de outros crentes, eles reconhecem que Deus
é a fonte da generosidade, reconhecendo o dom inefável de Deus (vs 15).
E assim eles respondem com ações de graças e louvor a Deus por Sua
graça em suas vidas (v. 11). E isto acontece segundo a vontade Dele e
não por nosso merecimento. Nós não merecemos e nunca vamos merecer a
graça Dele, é Ele quem nos ama e nos concede a sua graça, segundo o Seu
querer.
A 4ª lei que Silas cita, segundo 2Co 9.9
é a “lei da multiplicação”, que na verdade é o mesmo que a “lei da
semeadura”. Ou seja, a refutação para a 1ª lei serve para esta 4ª lei
também.
Enfim, a 5ª lei. Silas cita o verso 11
que diz “para que tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz
que por nós se dêem graças a Deus”, para fundamentar a “lei da
abundância”. Com isso, Silas afirma que Deus é um Deus de sobra, sem
mesquinharia.
Obviamente, ele utiliza este argumento
para justificar a suposta abundância da teologia da prosperidade. Mas,
ao contrário que ele afirma, o que esta passagem mostra é que, quando
Deus nos dá uma provisão financeira, mesmo sendo com sobras, não é para o
proveito próprio, e sim para ser usada em generosidade aos
necessitados, para a glória de Deus. O versículo é claro quando afirma
“…para toda a beneficência”(ACF), “para toda generosidade”(ARA). Veja
como viviam os convertidos naquela época: “Todos os que creram estavam
juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens,
distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha
necessidade.” (At 2.44-45, ARA) Este conceito de abundância financeira
é, de fato, o mais claro sinal de avareza na vida de alguém: “Tende
cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um
homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Mt 12.15,
ARA)
Silas ainda cita exemplos do que
aconteceu com Adão e Eva no jardim do Éden e a prosperidade de Abraão
para afirmar que Deus fará o mesmo com quem ofertar. Isto é um absurdo!
Afinal, estes são casos isolados em que Deus agiu com um propósito
específico e exclusivo para cumprir os seus planos! Por exemplo: não é
porque Deus sustentou o povo no deserto enviando o maná dos céus (Ex
16:35) que ele fará o mesmo hoje da mesma forma conosco. Vai deixar de
trabalhar esperando o maná para ver o que acontece!
Para terminar, mostro na Bíblia a verdadeira prosperidade para o Cristão:
“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às
igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação,
manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles
superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles,
testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se
mostraram voluntários”. (2Co 8.1-3). Antigamente, Silas Malafaia concordava que esta passagem nos mostra a
verdadeira prosperidade bíblica, veja o que ele disse muitos anos atrás:
“Os pobres da Macedônia dividiram o pouco que tinham com os pobres da
Judeia. Isto é prosperidade. Prosperidade é você compartilhar com o
outro… é viver bem com aquilo que Deus tem te dado… é mesmo você tendo
pouco, você ainda tem forças e capacidade de ajudar alguém que está pior
do que você.” [7]
Fico na esperança de que esse artigo
sirva de alerta para todos aqueles que ainda acreditam na teologia da
prosperidade, onde infelizmente nos últimos anos muita gente se
corrompeu, contaminando-se nas heresias importadas da teologia de Mamon.
Espero de coração que Silas Malafaia se
arrependa verdadeiramente, voltando ao evangelho puro e verdadeiro. Não
existe nada mais nobre para um Cristão do que assumir sua condição de
pecador e humildemente reconhecer os seus erros para nunca mais
praticá-los.
Soli Deo Gloria!
***
Ruy Marinho é diretor de arte, designer gráfico por formação e também Teólogo. Edita o blog bereianos e examinou detalhadamente o que o Malafaia entende como verdade. Divulgação: Púlpito Cristão.
COMENTÁRIO:
Finalmente alguém desmascarou com base bíblica este falso pastor e sua "Teologia da Prosperidade".
É uma pena que muitas pessoas ainda seguem sendo enganadas por esta teoria que não tem base bíblica nenhuma, mas que serve para encher os bolsos dos telepastores modernos. Que o nosso Maravilhoso Deus abra os olhos e os corações destas ovelhas pastoreadas por lobos em peles de cordeiros.
Segundo
a revista alemã SPIEGEL, a Alemanha está ajudando Israel a desenvolver
as suas capacidades nucleares militares. De acordo com uma extensa
pesquisa realizada pela revista, Israel está equipando
submarinos construídos na cidade nortenha alemã de Kiel com mísseis de
cruzeiro com capacidade nuclear, sendo em grande parte pagos pelo
governo alemão.
Os
mísseis podem ser lançados utilizando um sistema secreto hidráulico de
ejecção. O Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse ao SPIEGEL
que os alemães deveriam "orgulhar-se" de estarem assegurando a existência do estado de Israel "por muitos anos."
submarino no estaleiro de Kiel, Alemanha
No
passado, o governo alemão sempre se agarrou à posição de que não tinha
consciência de haver armas nucleares instaladas nos vasos de guerra.
Agora, contudo, ex oficiais de alta patente do Ministério da Defesa
alemã, incluindo o antigo secretário de estado Lothar Rühl e o antigo
chefe do planeamento Hans Rühle, informaram a SPIEGEL que sempre haviam
assumido que Israel iria instalar armas nucleares nos submarinos. Rühl
tinha mesmo abordado o assunto com os militares em Israel.
Israel
tem como política não comentar oficialmente o seu programa de armas
nucleares. Documentos dos arquivos do Ministério dos Negócios
Estrangeiros da Alemanha tornaram todavia claro que o governo alemão tem
conhecimento do programa desde 1961. A última discussão de que se tem
conhecimento teve lugar em 1977, quando o então chanceler Helmut Schmidt
falou com o então Ministro israelita para os Negócios Estrangeiros
Moshe Dayan acerca do assunto.
O ALCANCE DOS MÍSSEIS ISRAELITAS
VERDADEIRAS FORTALEZAS "INVISÍVEIS"
Os
submarinos foram construídos pelos estaleiros alemães HDW, em Kiel.
Três submarinos já foram entregues a Israel, e há mais três para
entregar em 2017. Para além desses, Israel está considerando encomendar o
sétimo, oitavo e nono submarinos à Alemanha. O governo alemão assinou
recentemente o contrato para a entrega do sexto vaso de guerra. Segundo
informações obtidas pela SPIEGEL, a chanceler Angela Merkel fez
substanciais concessões aos israelitas. Não só Berlim está financiando
um terço do custo do submarino (cerca de 135 milhões de euros), como
está também permitindo que Israel adie o seu pagamento até 2015.
Merkel
tinha ligado a entrega do sexto submarino a um número de condições,
incluindo uma exigência para que Israel parasse a sua política de
expansão dos aldeamentos e permitisse que se completasse uma planta de
tratamento de esgotos na Faixa de Gaza, uma obra parcialmente financiada
com dinheiro alemão. Até agora o primeiro-ministro israelita Benjamin
Netanyahu não satisfez nenhuma destas condições.
Cumprindo
a promessa feita através de Abraão em Génesis 12:3, Deus certamente irá
abençoar quem abençoar Israel. Não é de admirar por isso que a Alemanha
continue no seu imparável crescimento económico, um autêntico oásis no
meio da crise europeia, sinal claro que ajudar Israel nas suas
necessidades de defesa e sobrevivência atrai as bênçãos de Deus sobre a
nação, ao contrário de outras nações europeias que, na sua contínua
oposição a Israel não param de afundar...
Com
uma poderosíssima esquadra de submarinos carregando ogivas nucleares
nas mãos de Israel, é melhor o Irão pensar duas vezes antes de levar a
cabo qualquer loucura contra o estado hebraico...pois Israel torna-se
praticamente invencível!
Shalom, Israel!
COMENTÁRIO:
A notícia acima se confirmada é muito importante, ainda mais que tem se falado muito em um possível ataque de Israel ao Irã.
Estas pessoas ainda se dizem cristãos evangélicos. Que tipo de cristãos são estes que procuram ser reconhecido pelos homens, que procuram a glória que vem dos homens e não a que procede do SENHOR?
Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?João 5:44
Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.
João 12:43
Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR vai nascendo sobre ti;Isaías 60:1
E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na
tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a
tudo.
1 Crônicas 29:12
Como as pessoas não entendem esta passagem simples acima? ou não querem entender?
DEUS é quem nos dá todas as coisas, tudo procede dEle. Ele exalta a quem ele quer e e abate quem ele quer.
Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós
vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e
nós por ele.1 Coríntios 8:6
Walter
Sandro Pereira da Silva recorda o dia em que o Arcanjo Miguel veio em
seu auxílio pela primeira vez. Ele tinha 2 anos e meio e procurava
desesperado a chupeta perdida. “Foi quando apareceu este ser dizendo que
ela estava debaixo da cama e que eu devia procurar o Salmo 91.” Quando
os pais encontraram o pequeno, ele tinha a chupeta na boca e a Bíblia na
mão: milagre. “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua
tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te
guardarem em todos os teus caminhos”, dizia o premonitório texto
bíblico. Hoje, sentado à cabeceira da mesa da sala de reuniões de sua
Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo, a cargo de um
crescente séquito de 10 mil “templários”, ele agradece a providência
angelical, enquanto explica, entre ligações recebidas pelo smartphone,
sua missão divina na Terra.
Por que abrir uma nova igreja, quando
tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o
apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja
saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais
e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”)
que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma
seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de
bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do
brasileiro.
Mais velho de três filhos de um mestre
de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico
sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos,
entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar.
Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros,
descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais:
deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia
qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio
Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida.
Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de
autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a
pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da
comprava o livro, o CD e o DVD.
Por dez anos viveu assim. Mas faltava
algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”,
como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos
Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por
monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os
cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade
Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram
queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As
reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos
incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em
11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo
canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e
disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de
cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na
urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À
meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.
A hierarquia nasceu naturalmente. Há um
apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um
conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e
560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo
vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo
sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a
igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O
anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três
religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e
seguira o desenho sugerido pelo arcanjo.
Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo.
Além do prédio no número 643 da Rua
Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito
Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida
com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou
uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta
para arrecadar dinheiro.
Outros tempos. Hoje a igreja é mantida
pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma
conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de
quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser,
todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não
cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala
onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil
ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD
do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material
vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.
A casa do tesouro tem crescido. Um tour
revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre
desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e
salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço
com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao
lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos
pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês
aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão
durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês.
Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm
problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”
Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já
cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o
apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou
açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a
minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der
certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF
(que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem
do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”
COMENTÁRIO:
Precisa comentar? acho que não né?
Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado,
ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que
não abraçastes, com razão o sofrereis.
2 Coríntios 11:4
Porquetais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos,transfigurando-se em apóstolos de Cristo.E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça;o fim dos quais será conforme as suas obras.2 Coríntios 11:13,14 e 15.
Falso Profeta: “Pseudo Jesus Cristo Homem” anuncia que “ O MUNDO VAI ACABAR EM 30 DE JUNHO”
O
fim do mundo está se aproximando, no dia 30 de junho para ser mais exato. É
isso que uma obscura seita cristã está anunciando em outdoors espalhadosnos
Estados Unidos, no Brasil e em mais 8 países.
A
igreja “Crescendo em Graça Internacional” intensificou sua campanha para
anunciara ‘transformação’ global que ocorrerá no final de junho. Veremos um
dia de acerto de contas final, que vai acabar com a maioria da humanidade,
exceto os seus seguidores.
Liderada
pelo porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda, que chama a si mesmo
abertamente de “o Anticristo”, o grupo ficou famoso por exigir que as pessoas
tatuem 666 no corpo.
Jose
Luis diz que é o Anticristo porque é errado adorar os ‘ensinamentos judaicos”
de Jesus e que o termo significa “não seguir Jesus de Nazaré como ele eu viveu
nos dias de Sua carne”.
“Naquele
dia, o corpo de José Luis de Jesus, que é um ser humano como você e eu, será
transformado e sua carne será imortal. Ele vai ser viver para sempre. E isso
vai acontecer com ele e também com todos os seus seguidores. Todos os que não
creem nisso serão destruídos”, disse Alex Poessy, o bispo da igreja Crescendo
em Graça no Canadá.
A
igreja afirma ter seguidores em 35 países diferentes, programas em 287 estações
de rádio e um canal de TV em língua espanhola que transmite 24 horas por dia.
Além
de sobreviver à “transformação”, Jesus Homem promete a seus seguidores que,
após esse evento apocalíptico eles receberão superpoderes. “Nós poderemos
correr e não cansar. Passar pelo fogo e não se queimar. Eu poderia estar
falando com você agora e depois passar por aquela parede. Então, você sabe que
há uma diferença”, disse Axel Cooley, que é filha do bispo Poessy.
Nascido
na cidade de Ponce, Porto Rico, em 1946, Jose Luis insiste que todos os seus
seguidores devem chamá-lo de “pai” e afirmou que sua “conversão” ocorreu em
1973, enquanto vivia em Massachusetts. Ele testemunhou dois anjos descendo-lhe e,
de repente, “o corpo de Cristo se manifestou em José Luis de Jesus Miranda”,
explica Cooley.
A
partir de então Jose Luis passou a chamar a si mesmo de “Jesus Cristo homem” e
de “Anticristo”. Fundou a Crescendo em Graça em 1986, e seu sucesso atraiu
algumas críticas, pois muitos afirmavam que o grupo era apenas mais uma seita.
Recentemente,
houve várias questões levantadas sobre a correta utilização dos fundos do
ministério, que estariam sido enviados para uma conta bancária de um banco da
Colômbia, em nome de Miranda.
Desde
o dia 22 de abril o “pai” do grupo está sumido da vista do público, afirmando
estar se preparando para a ‘transformação’. O sociólogo da Universidade de
Waterloo, Dr. Lorne Dawson explicou que o prazo para o final do mundo é um
sinal claro de que o “movimento está começando a ter problemas”.
“Este é um
forte indicador de que sua autoridade está diminuindo, eles estão perdendo
seguidores, não tiveram tantos seguidores quando esperavam”, esclarece.
Porém
os membros do Crescendo em Graça estão convictos que estão vivendo os últimos
dias nesta terra. “O mundo não vai acabar. O que vai acabar é o sistema. Todos
os governos e as moedas deixarão de existir. O novo governo do 666 vai assumir
o controle”, disse Cooley. “Temos certeza absoluta de que isso vai acontecer”,
enfatiza Poessy.
No
site oficial da igreja há um vídeo com a “mensagem de despedida” do Anticristo:
“Eu
comecei pregando Graça em 1973, e preguei, e preguei, e preguei e se manifestou
o dom que havia em mim, mas, chegou um momento em que já não se pode pregar
mais, porque a carreira já acabou.
Eu não posso fingir um calqueo, os calqueos
chegam a mim, agora chegou um momento em que eu, …como que me via obrigado a
“fazer” o calqueo eu … e aí eu entendi: não podes pregar mais, o tempo chegou,
entra em uma contagem regressiva, a Amada já está preparada, para esse evento
final.
Assim
que, essa é a conclusão; tivemos um começo, tivemos um desenvolvimento, e
chegamos a uma conclusão: que a Graça já edificou Sua Amada mundialmente, e TU
que estás me escutando que és um privilegiado, que foste escolhido para esta
hora, para dar testemunho às nações, do que significa um corpo… transformado,
vivendo em uma geração perversa; eles verão, te darás o luxo, tens sofrido um
pouquinho, mas te darás o luxo de caminhar entre eles com um corpo glorificado,
e isso é uma glória muito grande, enquanto o Governo vai se formando, enquanto
vai se manifestando o que significa um Governo com vara de ferro, um Governo de
justiça, um
Governo … onde todas as coisas serão regidas com uma ordem,
perfeito.
Assim
que … é … é minha, minha última despedida para Vocês … o tempo já acabou …
Abençoados
com todas as bênçãos, … saudações para todos Vocês e minha amada Liz, … neste
dia, … nos despedimos e nos vemos no ARMAGEDON. Graças.” Fonte:noticias.gospelprime
Análise do blog:
Esse lunático este conduzindo muitas pessoas à
perdição, já não bastasse os vigaristas aqui no Brasil promovendo a maior roubalheira
de todos os tempos, agora esse lunático, profeta de satanás pregando o fim do
mundo e se auto intitulando “Jesus Cristo”, pior, as massas acreditam que o
tal do José Luis seja de tato o salvador, que resta aparecer neste mundo?
30 de Junho é logo ali, e certamente não IARA
OCORRER, depois ela aparecerá com a cara mais ordinária do mundo e vai
justificar o FAIL, alegando que errou nas previsões. Assim como a maioria das
seitas e dos lunáticos falsos profetas do caos davam como justificativa. ACORDEM,
NÃO CAI NA MENTIRA DESSE CRÁPULA.
Gênesis,
o primeiro livro de Moisés, apresenta um breve esboço da história dos
escolhidos de Deus desde a criação de mundo até o fim da era
patriarcal, um período de muitos séculos. Entretanto, os primeiros dois
capítulos de Êxodo como uma continuação do Gênesis, abrangem cerca de
80 anos e o restante do livro, apenas um ano, aproximadamente.
Embora
a ausência de evidência arqueológica impeça de dogmatizar a respeito
de vários pontos da história dos israelitas no Egito, parece haver
razões suficientes para justificar a conclusão de que José e Jacó
entreram no Egito durante a época dos hicsos. Esses governantes semitas
eram amigáveis com seus irmãos étnicos, os hebreus, e, sob o domínio
deles, José alcançou honra e fama. Porém, como invasores e governantes
estrangeiros, os hicsos eram odiados pelos egípcios nativos, muito
embora tenham governado com mão leve e trabalhado para o bem de seus
súditos.
HICSOS
Após
150 anos de domínio hicso no Egito (1730-1580 a.C.), Sekenenré se
rebelou. Ele era príncipe egípcio de uma jurisdição no alto Egito e
vassalo dos hicsos. O registro dessa rebelião aparece num relato
lendário de uma data posterior e não revela o sucesso ou o fracasso da
tentativa de Sekenenré em restaurar a independência do Egito. Sua múmia
mostra terríveis feridas na cabeça, possivelmente recebidas no campo
de batalha enquanto lutava contra os hicsos.
Egípcios na batalha contra os Hicsos
A
verdadeira luta pela independência começou com Kamés, o filho e
sucessor de Sekenenré. Ele teve êxito em expulsar os hicsos do alto e
médio Egito e limitar o poder deles à região leste do Delta. Contudo,
Kamés não viveu para ver a expulsão definitiva dos hicsos. Isso foi
alcançado por seu irmãos mais novo, Ahmés, que derrotou os odiados
inimigos e os forçou a entregar sua capital, Avaris. Com a queda de
Avaris, os hicsos perderam sua última fortaleza no Egito. Então, foram
para Saruhen, no sul da Palestina, que, por sua vez, foi conquistada
por Ahmés depois de três anos de campanha militar. A perda de Saruhen e
a fuga dos hicsos para o norte marcaram o fim de seu domínio, bem como
seu desaparecimento da história.
18° DINASTIA EGÍPCIA
Após
derrotarem os hicsos, os governantes de Tebas se tornaram monarcas
absolutos de todo o Egito. Como reis da 18° dinastia, eles não apenas
libertaram o Egito, mas subjugaram a Núbia e a Palestina, além de
construir um império forte e próspero. Era natural que esses
governantes, que não conheciam José (Êx 1:8), considerassem suspeitos os
israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta.
Também é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles,
pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram
etnicamente aparentados e tinha sido favorecidos por eles.
Hatshepsut
A
cronologia dos reis da 18° dinastia ainda não foi fixada de forma
definitiva. As seguintes datas, embora baseadas nas melhores evidências
disponíveis, são apenas aproximadas. Ahmés foi sucedido por Amenhotep I
(1546-1525 a.C.), que empreendeu campanhas militares no sul e no
oeste. Seu filho Tutmés I (1525-1508 a.C.), que levou a cabo uma
campanha militar na Síria e no Eufrates, foi o primeiro rei a registrar
o trabalho de escravos asiáticos na construção de seus templos. É
possível que fossem os hebreus. Ele foi sucedido por seu filho, Tutmés
II (1508-1504 a.C.) e, após a morte desse último, Hatshepsut, filha de
Tutmés I, governou o Egito pacificamente por 22 anos (1504-1482 a.C.). É
provável que ela tenha sido a mãe adotiva de Moisés [Êx 2:5-10], uma
vez que os primeiros 40 anos da vida dele foram durante os reinados de
Tutmés I, Tutmés II e Hatshepsut. De acordo com a cronologia bíblica
adotada neste comentário, Moisés fugiu do Egito alguns anos antes que
Tutmés III reinasse como único rei [Êx 2:15].
No
início do reinado de Hatshepsut, uma revolução dos sacerdotes a forçou
a aceitar a corregência de seu sobrinho, Tutmés III. Seu
desaparecimento repentino pode ter sido resultado de violência ou
causas naturais. Se Hatshepsut foi a princesa que adotou Moisés, essa
revolta dos sacerdotes deve ter acontecido em decorrência da recusa de
Moisés em se tornar membro da casta sacerdotal.
Na
corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar. O
rei resolvera fazer de seu neto adotivo o seu sucessor no trono, e o
jovem foi educado para a sua elevada posição. "E Moisés foi instruído
em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e
obras." Atos 7:22. Sua habilidade como chefe militar tornou-o favorito
dos exércitos do Egito, e era geralmente considerado personagem
notável. Satanás fora derrotado em seu propósito. O mesmo decreto que
condenava as crianças hebréias à morte, tinha sido encaminhado por Deus
de modo a favorecer o ensino e educação do futuro chefe de Seu povo.
Os
anciãos de Israel foram instruídos pelos anjos de que o tempo para o
seu libertamento estava próximo, e que Moisés era o homem que Deus
empregaria para realizar esta obra. Os anjos também instruíam a Moisés
quanto a havê-lo Jeová escolhido para quebrar o cativeiro de Seu povo.
Supondo que deveriam obter sua liberdade, pela força das armas, tinha
ele a expectativa de levar o exército hebreu contra as hostes do Egito
e, tendo isto em vista, prevenia-se contra suas afeições, receando que,
pelo seu apego à mãe adotiva ou a Faraó, não estivesse livre para fazer
a vontade de Deus.
Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o
trono dos Faraós deviam fazer-se membros da sacerdócio; e Moisés, como
o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião
nacional. Este dever foi confiado aos sacerdotes. Mas, ao mesmo tempo em
que era um estudante ardoroso e incansável, não pôde ser induzido a
participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e
advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em
sua adesão à fé hebréia. Mas ele foi inabalável em sua decisão de não
prestar homenagem a não ser ao único Deus, o Criador do céu e da Terra.
Arrazoava com os sacerdotes e adoradores, mostrando a loucura de sua
veneração supersticiosa a objetos insensíveis. Ninguém lhe podia refutar
os argumentos nem mudar o propósito; contudo, provisoriamente foi
tolerada a sua firmeza, por causa de sua elevada posição, e do favor em
que era tido pelo rei, bem como pelo povo (Ellen G. White, Patriarcas e
Profetas, p. 245).
Assim
que Tutmés III se tornou o único governante (1482-1450 a.C.), partiu
para a Palestina numa campanha militar e derrotou uma coalizão de
príncipes sírios e palestinos, em Megido. Seu império asiático se
manteve unido graças a uma demonstração de força por meio de campanhas
anuais. Como seu avô, eleafirmou que escravos asiáticos trabalharam em seus programas de construção de templos.Provavelmente, era ele o faraó de quem Moisés fugiu.
Amenhotep II
Depois
de Tutmés III, seu filho Amenhotep II subiu ao trono (1450-1425 a.C.).
Ele deu início a um reinado de terror sistemático sobre suas
possessões estrangeiras e se enquadra notavelmente bem no papel do
faraó do êxodo. Por alguma razão, não mencionada em registros fora da
Bíblia, não foi o príncipe herdeiro que sucedeu Amenhotep II no trono,
mas seu outro filho Tutmés IV (1425-1412 a.C.). O desaparecimento do
príncipe herdeiro pode ter acontecido devido à morte de todos
primogênitos na décima praga do Egito [Êx 11:5].
Esse
é o contexto histórico dos eventos dramáticos descritos de modo vívido
no livro de Êxodo. Não existem registros do êxodo além da Bíblia. Os
egípcios nunca relatavam eventos desfavoráveis a si mesmos.
O PRIMOGÊNITO DE FARAÓ
O
fato de esse incidente estar registrado num monumento de pedra mostra
que Tutmés IV originalmente não tinha sido designado como herdeiro da
coroa, nem esperava ser rei. Revela também que atribuía sua ascensão ao
trono à intervenção divina. Embora seu irmão mais velho, o herdeiro
original da coroa, não seja mencionado, os especialistas em inscrições
egípcias não tem dúvida de que algo incomum aconteceu ao filho mais
velho de Amenhotep II. Não
se deve esperar resposta satisfatória dos registros egípcios quanto ao
que aconteceu ao jovem. Mas, supondo que Amenhotep II tenha sido o
faraó do êxodo, a morte de seu filho mais velho na décima praga
resultaria na ascensão do filho mais jovem, Tutmés IV, como herdeiro do
trono. Para não atribuir sua ascensão a uma tragédia que o Deus dos
hebreus trouxe ao paíes, Tutmés IV poderia ter inventado e difundido a
história de uma suposta visão celestial.
Como
costume, uma sucessão irregular real era explicada como uma
intervenção divina da parte dos deuses egípcios. Quando Hatshepsut
sucedeu seu pai no trono, anunciou-se que o deus Amon a havia gerado e
ordenado que ela fosse governante do Egito. Quando Tutmés III, sem
direito legal ao trono, foi pronunciado rei durante uma rebelião num
templo, um decreto específico do deus Amon foi publicado autorizando
essa sucessão irregular.
Se
Amenhotep II foi o faraó do êxodo, seu filho mais velho foi morto
durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre
esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não
declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão
do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte
inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe
herdeiro.
A
estela da esfinge de Gizé registra que ele fez com que fosse removida a
areia desse antigo monumento, em gratidão pela indicação divina que
recebeu inesperadamente à sua sombra. Na inscrição ele conta que estava
caçando próximo à esfinge num certo dia, e, enquanto tirava um cochilo
à sombra do monumento, esse "grande deus" (a esfinge) lhe apareceu em
visão e falou com ele como um pai se dirige a um filho, revelando que
ele seria o futuro rei do Egito.
Estela da pirâmide de Gizé
COMENTÁRIO:
O livro de Werner Keller A Bíblia Tinha Razãonunca esteve tão atual, pois os achados dos últimos tempos nos confirmam isto, além do que a matéria acima também corrobora com os acontecimentos descritos no Gênesis.